quinta-feira, 14 de julho de 2011

Parte de nosso grupo esteve presente em junho de 2011 na 6ª Mostra de Cinema de Ouro Preto - Seminário Brasileiro: fatos e memória. Dentro desse tradicional seminário, participamos das palestras sobre Cinema e Educação e do III Encontro da Rede Kino (Rede Latinoamericana de Educação, Cinema e audiovisual). Essa rede foi criada em agosto de 2009 e congrega pessoas e instituições para discutir questões e implementar ações relacionadas a essas áreas. Esse encontro foi um momento muito significativo pois pudemos representar o nosso grupo da  UNIRIO estreitando os laços com pesquisadores e professores que atuam na área de cinema e de audiovisual na educação. O resultado dos acordos firmados nesse encontro estão expressos na Carta de Ouro Preto. Para maiores informações acessem o site: www.cineop.com.br


Profª Adriana e Aldenira (mestranda) no CINEOP em Ouro Preto


A cidade "no clima" do CINEOP vista de longe...

Mesa História, preservação, Educação: escolas, universidades e arquivos, com Anita Leando da ECO-UFRJ, Inés Dussel do DIE - México, Luis Souza e Rosália Duarte. 

Foto dos participantes da Rede Kino e do Encontro de Arquivos Audiovisuais


Aldenira Mota do Nascimento 

domingo, 3 de julho de 2011

Debates iniciais sobre narrativas

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Em nossos últimos encontros, estivemos discutindo o conceito de narrativas, que afinal permeia o processo teórico-metodológico de nosso estudo sobre cinema e educação. Tendo como ênfase o conceito de Walter Benjamin que entende a narrativa como marca das experiências dos sujeitos lemos e discutimos o texto O narrador, que certamente irá ser mais estudado e aprofundado. 
Contudo, vale ressaltar que esta leitura ainda causa divergência de pontos de vista e interesse entre os membros do grupo de pesquisa como percebido em nossa última discussão sobre este texto. As participantes Mirna e Maysa situaram o pensamento do filósofo para  os tempos atuais, no que Benjamin sinaliza para o detrimento da figura do narrador pelo capitalismo por sua lógica de reprodução. Segundo elas levantaram, o surgimento da imprensa para Benjamin pode ser entendido tambem com as novas formas de relação construídas pela internet, no que se refere ao enfraquecimento da narração. Aldenira parece nao concordar muito com essa ideia, pois para ela podemos pensar numa outra concepçao de narrativa que se constrói que não se limitam apenas a narrativa oral, como é pensada por Benjamin.
Vemos que ainda há muitas ideias a serem construídas e compartilhadas, mas como nos lembra Adriana o objetivo ao discutirmos o texto na reunião é começar a pensar como a narrativa que é pensada por Benjamin pode orientar nosso percurso de pesquisa. 

Postado por: Thamyres Dalethese 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

No dia 8 de junho, algumas integrantes do Cine Narrativas estiveram no Seminário Redes na UERJ apresentando seus trabalhos referentes aos eixos da pesquisa que estudam as narrativas com o cinema de crianças e jovens. Abaixo, algumas imagens das apresentações e do evento. 



A mestranda Érica e as graduandas participantes da pesquisa Maysa e Thamyres apresentando o trabalho que contextualiza o campo do Cine CCH.


A apresentação da prof Adriana e da mestranda Aldenira e da voluntária integrante do grupo Mirna.


Por ordem na foto estão as alunas Thamyres (pesquisa), o sociólogo Michel Maffelosi, e as alunas Maysa (pesquisa) e Carolina do PIBID.

Thamyres, Maysa e Renata (bolsistas da pesquisa)  na abertura do evento com palestra do prof Maffesoli.

domingo, 29 de maio de 2011

Algumas considerações feitas pela Mirna Juliana do Cine Narrativas sobre a palestra da Profª Maria Cecília de Souza Minayo no III Encontro com Pesquisadores que ocorreu no Auditório Paulo Freire no dia 24/05, que podem nos ajudar a pensar nossos trabalhos metodológicos. 


Os parâmetros científicos são dados pelo método. Todo assunto estudado deve ser problematizado, senão se torna um assunto do senso comum. Essa problematização deve ser embasada pela revisão teórica/literária.
Além da parte operacional se usa a criatividade para montar a pesquisa. É por aproximação e aperfeiçoamento que se faz a pesquisa qualitativa. A obra resultante da pesquisa qualitativa é uma obra interfertilizada.
Os seguintes elementos de um texto científico fazem com que qualquer texto possa ser lido por qualquer pessoa no mundo:
Conceitos – unidades de significação.
Categorias – formas de classificação.
Noções – conceitos inacabados, incompletos, obscuros.
Hipóteses –  aquilo que eu acho, mas não tenho certeza.
Vale ressaltar que a classificação ajuda a compor o conceito. Ambos, classificação e conceito, são históricos e se diferenciam de uma sociedade para a outra.
Científico é um trabalho que tem um método.
Na pesquisa social, sobretudo na pesquisa empírica, a intersubjetividade não é um defeito, ela é uma necessidade, pois não conseguirei fazer uma boa pesquisa se eu não tiver empatia com o meu objeto.

As Ciências Sociais podem ser caracterizadas sob os seguintes aspectos:
1º ponto: é uma ciência histórica; o objeto de estudo quase sempre são sujeitos.
2º ponto: é eminentemente qualitativa, isso não quer dizer que não seja levado em conta a quantitatividade. A pesquisa qualitativa está ligada à subjetividade dos sujeitos.
3º ponto: o seu objeto de estudo tem as mesmas características do sujeito. Ao se trabalhar com sujeitos a produção é ainda subjetividade que precisa ser trabalhada através do método. Se temos um bom método, melhor é a nossa produção em ciências sociais.
4º ponto: caráter ideológico das ciências sociais. Existe uma impossibilidade estrutural das ciências sociais de serem neutras. A objetivação do conhecimento será maior ou menor conforme o método, o conhecimento e experiência do pesquisador.

Minayo sempre que termina uma pesquisa leva os resultados para seu campo, chama as pessoas significativas do campo de pesquisa para conversar sobre o relatório preliminar da pesquisa antes de fazer o seu relatório final.

Livros da autora citados na palestra:
La artesania de la investigatión cualitativa
Comentários sobre o livro:
Pesquisa Social: teoria, método e criatividade
Comentários/resumos sobre o livro:
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/res1_9.html
http://www.webartigos.com/articles/49268/1/RESUMO-DO-LIVRO-PESQUISA-SOCIAL-TEORIA-METODO-E-CRIATIVIDADE/pagina1.html
O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde
Comentários/resumos sobre o livro:
http://www.qir.com.br/?p=2906

Mirna Juliana Santos Fonseca

sexta-feira, 20 de maio de 2011


Continuando as discussões sobre o papel do receptor, um outro texto que fará parte das leituras do nosso grupo de pesquisa é o da Profª. Drª. Adriana Hoffmann Fernandes, intitulado "O sujeito receptor da/na contemporaneidade".

Nesse texto, a professora lança uma reflexão sobre como o sujeito receptor está sendo pensado atualmente no mundo contemporâneo e refere-se ao termo sujeito entendendo-o como indivíduo ativo, sujeito de suas próprias escolhas. Como nos últimos anos o interesse pelo estudo do leitor, consumidor, receptor, usuário - não importa que nomes usemos para nomeá-los - tem se ampliado, a maciça presença deles só denota o quanto a preocupação com o sujeito tem permeado os estudos das diferentes áreas. Ele é o receptor na TV e no cinema, é o leitor na literatura, é o consumidor na propaganda, marketing e em alguns estudos de comunicação, é usuário no design mas acima de tudo, em todos, ele é sujeito. A autora considera o olhar para as questões do sujeito contemporâneo como interdisciplinar. Ela ressalta que a sociologia, a antropologia, a educação, a comunicação, o design e outras áreas acrescentam visões e complementam-se nessa construção. 

Esses são apenas pontos iniciais das inúmeras discussões sobre o sujeito receptor trazidas pelo texto. 

O texto on-line está disponível no site do Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia (GRUPEM) coordenado pela Profª. Drª. Rosália Duarte da PUC-Rio. www.grupem.pro.br/docs/artigo8.pdf 

domingo, 15 de maio de 2011


Este é mais um campo da pesquisa da UNIRIO O cinema e a narrativa de crianças e jovens em diferentes contextos educativos que ocorre em parceria com a pesquisa da UCP Formação do Leitor com Imagem & Textos em Rodas de Leitura. A proposta das rodas com filmes é uma pesquisa com a parceria entre os professores Adriana Hoffmann (UNIRIO) e Pedro Garcia (UCP), com o Ensino Médio integral no Colégio D. Pedro II em Petrópolis. As rodas com filmes são realizadas desde 2010 com a exibição de filmes e debates com jovens do Ensino Médio Integral.

Uma experiência que na abertura deste ano contou com a participação de jovens educandos de três turmas do 2° e 3° anos, professoras e pesquisadores na exibição do filme alemã datado de 2003, Adeus Lênin! No riquíssimo debate que se desenvolveu após o filmes, os jovens demonstraram sensibilidade a temática e intimidade com alguns recursos do cinema.

No segundo semestre Adeus Lênin será exibido no auditório Paulo Freire, no CINE CCH na UniRio. Será uma oportunidade imperdível pois estamos esperando que também resulte de intenso debate entre os espectadores.  Cada campo abre questões instigantes e este se mostra promissor!

Kelly Maia 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Leituras sobre o receptor

• 6 comentários
Nessas duas últimas semanas, nosso grupo vem estudando e debatendo o texto de Mauro Wilton de Souza "Recepção e comunicação: a busca do sujeito" em que o autor analisa as transformações ocorridas em diferentes campos teóricos nos modos de se pensar cultura, sociedade e comunicação. Discutindo sobre a relação emissor/receptor, sua leitura nos leva refletir sobre os sujeitos de nossas pesquisas junto com outros autores. Assim, aproximamos suas discussões as de outros estudos que contribuem para pensarmos em nosso trabalho. Uma dessas contribuições é o de Rosália Duarte sobre cinema e educação, que nos ajuda a pensar no espectador como sujeito. Ou seja, no espectador como alguém que também produz cultura e interage nos/com os meios de comunicação.

Thamyres Dalethese